O preconceito contra o exame de toque e os prejuízos à saúde do homem

As estatísticas assustam: um em cada seis homens vai desenvolver câncer de próstata durante a sua vida. Mas a boa notícia é que as chances de cura são altas se o diagnóstico for feito na fase inicial: o tratamento tem êxito em 9 de cada 10 casos. Como é uma doença silenciosa, praticamente sem sintomas, as consultas com o urologista e exames de rotina são imprescindíveis a partir dos 45 anos (para quem tem histórico familiar) e 50 anos para o restante da população.

Porém, o preconceito ainda é um dos maiores empecilhos para que a população masculina pare de sofrer com esse tipo de câncer – o segundo que mais mata homens, depois do câncer de pulmão. Não há dados sobre o quanto o preconceito afeta a saúde dos homens, mas é de conhecimento geral que exames como o exame de toque geram desconforto, piadas e até mesmo desconfiança da sexualidade.

Machismo e homofobia prejudicam a busca por prevenção

A cultura machista, enraizada na sociedade atual, prejudica não apenas mulheres, mas também os homens a medida que exige deles comportamentos que reafirmem a sua condição de “macho”. Você certamente já ouviu falar que homem não pode usar cor-de-rosa, que homem não chora e que certas coisas não são coisas de homem.

Trazendo para a nossa realidade, quantas vezes você ouviu falar que pilates não é coisa de macho? Todas essas afirmações interferem diretamente nos cuidados que eles devem ter com a saúde, afinal “se cuidar” sempre foi uma atitude mais feminina que masculina, segundo a sociedade em que vivemos.

No caso dos exames contra o câncer de próstata, como o exame de toque, esse preconceito fica ainda mais evidente porque esbarra em outro problema: a homofobia. Durante décadas a região anal foi associada ao prazer das relações homoafetivas, transformando-a em um tabu. Os casos de doenças sexualmente transmissíveis nesta população durante certo período contribuíram ainda mais para o preconceito – algo inaceitável nos dias de hoje,  em que já se sabe que não existem grupos de risco.

Além do preconceito com os homossexuais, o medo de ter a vida sexual prejudicada por conta de sequelas do câncer de próstata é comum e impede muitos homens de realizarem os exames. Disfunção erétil e impotência sexual são frequentes em quem descobre o câncer de próstata, mas essas condições também têm tratamento. Evitar o exame de toque não vai impedir que o câncer se alastre e cause esses problemas.

Portanto, a recusa em fazer o exame de toque vai além do receio de sentir dor, desconforto ou descobrir algo de errado. De forma irracional ou não, os homens buscam se preservar para não deixar transparecer fraqueza de sua sexualidade, virar motivo de chacota, serem comparados com homossexuais ou deixarem de ser ativos sexualmente.

Como você pode ver, nenhum desses motivos faz sentido e, sempre que possível, deve-se conscientizar a população de que ao fazer os exames os homens estão demonstrando segurança quanto a sua sexualidade e respeito aos seus familiares e amigos que se preocupam com a sua vida.

Para saber mais: confira neste post os maiores cuidados que os homens devem ter com a saúde.

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